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sábado, 7 de dezembro de 2024

A LOURA FANTASMA

 


 O sol estava pousando sobre uma pequena cidade de Santo Antônio, projetando longas sombras sobre as lápides em ruínas do cemitério. O barulho dos grilos preenchia ou era à medida que a temperatura caía, criando arrepios na espinha de qualquer um que estivesse vagando entre os túmulos naquela hora avançada.

O vento forte do outono balançava os galhos nos imponentes carvalhos, lançando sombras assustadoras sobre as lápides desgastadas que pontilhavam o cemitério. Laura, uma mulher de quase trinta anos, abriu mais seu casaco ao redor do corpo enquanto caminhava pelos caminhos tortuosos, com seus passos fazendo barulho nas folhas caídas.

Entre as fileiras de almas esquecidas, existia uma lenda que vinha sendo sussurrada há anos - a lenda da "Loura Fantasma". Dizia-se que ela era um fantasma, um espírito condenado a vagar pelo cemitério por toda a eternidade, com seus longos cabelos loiros esvoaçando atrás de si enquanto procurava por algo que havia perdido na vida.

Laura sempre sentiu uma atração pelo cemitério, desde a infância. Havia algo no silêncio solene e no senso de história que emparelhava no ar que a encantava. À medida que crescia, seu fascínio só aumentava, e ela se via atraída pelas narrativas daquelas que a precederam, com suas vidas e mortes registradas no mármore e granito desgastados.

Esta noite, no entanto, Laura experimentou uma sensação de desconforto enquanto percorria o cemitério. As sombras permaneceram um pouco mais, e as sugestões do vento trouxeram uma sugestão de algo sinistro. Ela não conseguiu se livrar da impressão do que estava sendo visto, e os pelos na sua nuca se arrepiaram.

Laura tinha ouvido as narrativas, claro. Ela nasceu e cresceu em Santo Antônio, ouvindo os rumores sussurrados pelos habitantes da cidade sobre uma figura misteriosa que assombrava o cemitério. Mas ela sempre descartou isso como apenas isso: rumores. Isto é, até uma noite fatídica quando se viu atraída para o cemitério por uma força invisível.

Conforme ela se aprofundava no cemitério, os passos de Laura diminuíam a velocidade e sua respiração se tornava curta e rápida. Ela sentiu como se estivesse sendo observada, como se uma centena de pares de olhos a atravessasse na escuridão. Tentei afastar aquele sentimento, dizendo a si mesma que era apenas sua imaginação hiperativa em ação. Porém, no fundo, sabia que algo não estava certo.

Ao se aproximar da parte mais antiga do cemitério, Laura ficou sem fôlego. Lá, à distância, ela poderia ver uma figura parada entre os lápides em ruínas. Era uma mulher, com cabelos longos e louros caindo nas costas, e ela parecia estar olhando diretamente para Laura.

Sem pronunciar uma palavra, a mulher loira se virou e começou a se afastar, desaparecendo nas sombras entre as lápides. Laura hesitou por um breve momento, dividida entre o desejo de fugir e a sensação inexplicável de que deveria segui-la. No fim, uma curiosidade prevaleceu, e ela saiu atrás da figura enigmática.

Era uma noite muito parecida com esta, o ar estava impregnado com o odor de terra úmida e flores em férias. Laura caminhava, tentando esclarecer a mente após um longo dia de trabalho, quando sentiu uma atração peculiar na direção ao cemitério. A princípio, tentei resistir, dizendo a si mesma que era apenas sua imaginação pregando peças. Mas a atração se intensificou, até que ela se viu parada nos obstáculos de ferro forjado, observando a escuridão além.

Com o coração batendo no peito, Laura abriu os braços e entrou hesitante no cemitério. A lua emitia um brilho assustador sobre as lápides, transformando-as em sombras iminentes que evidentemente tentam descobri-la. Ela podia ouvir o sussurro do vento nas árvores, um som que parecia formar palavras em uma língua que ela não compreendia.

A mulher loura estava no final de uma linha de túmulos, seus longos cabelos reluzindo ao luar. Ela era bela, de uma forma sobrenatural e etérea, seus olhos fixos em Laura com um olhar que parecia penetrar nela. Laura sentiu um arrepio percorreu sua espinha enquanto olhava para trás, incapaz de desviar o olhar da figura espectral diante dela.

O coração de Laura disparou enquanto a mulher a conduzia para o interior do cemitério, as sombras se tornavam mais profundas e o ar mais frio. Elas passaram por lápides em ruínas e sepulturas cobertas de vegetação, e Laura não conseguiu se livrar da sensação de que o próprio chão sob seus pés pulsava com a presença dos mortos.

O cemitério se assemelhava a um labirinto, as lápides misturadas e desordenadas, os caminhos serpenteando e se fechando sobre si mesmos. Laura tropeçou em raízes e solo irregular, seu coração batia forte no peito enquanto tentava manter a mulher loura à vista. Mas não importava quão rápida ela fosse, a figura sempre parecia fora de alcance, desaparecendo nas esquinas e na escuridão antes que Laura pudesse alcançá-la.

Finalmente, depois do que parecia ter horas perseguindo sombras, Laura se viu parada em uma clareira no coração do cemitério. A mulher loira estava lá, de costas para Laura, voltada para um mausoléu em ruínas que se situava no centro da clareira. Laura podia ouvir soluções suaves e lamentosas provenientes de dentro do edifício de pedra, um som que lhe causou um arrepio na espinha.

Ao se aproximarem do pequeno mausoléu em ruínas, a mulher virou-se para Laura, seus olhos brilhando com uma luz intensa, quase febril. "É aqui que eles se comunicam comigo", ela sussurrou. "É aqui que consigo ouvir suas vozes, suas histórias, seus segredos. " 

Laura paralisou, seu coração pulsando forte no peito. Ela sabia que deveria se afastar e ir embora, mas algo no olhar da mulher a manteve no lugar. Aos poucos, a mulher começou a se deslocar em sua direção, seus passos silenciosos e seus olhos nunca se afastando do rosto de Laura.

À medida que uma mulher se aproximava, Laura conseguia notar que suas características eram de uma beleza assustadora, mas havia uma qualidade assombrada, quase primitiva, em sua expressão. Laura sentiu um frio na espinha quando a mulher parou diante dela, seus lábios, de tonalidades pálidas, se curvando em um sorriso.

"Bem-vinda, Laura", sussurrou a mulher, com uma voz suave e melodiosa. "Estava esperando por você. "A mente de Laura acelerou, tentando compreender o que estava ocorrendo. Quem era essa mulher e como ela conhecia o nome de Laura? Ela abriu a boca para falar, mas as palavras ficaram presas em sua garganta.

A mulher estendeu a mão e segurou a mão de Laura, e seu toque foi gelado, provocando um arrepio em seu corpo. "Eu sei que você sempre foi atraída por este lugar", ela disse, com seus olhos brilhando com uma intensidade inusitada. 

"Você sempre foi capaz de sentir as sugestões dos mortos, não é ? "E então, com um último grito desesperado, a mulher abriu a pesada porta de madeira do mausoléu, e Laura entrou, com seus sentidos sendo bombardeados pelo ar úmido e mofado e pelo silêncio aterrador que parecia cercá -la de todos os lados.

Conforme seus olhos se acostumavam à luz baixa, Laura percebeu que as paredes estavam cobertas de atrações e símbolos estranhos e intrincados, e o ar estava impregnado com o aroma de incenso e algo mais, algo sombrio e primitivo. A mulher voltou para Laura, com seus olhos reluzindo com uma luz estranha, quase assustadora. "É aqui que os mortos se comunicam comigo", sussurrou.

"É aqui que posso ouvir suas sugestões, seus gritos, seus pedidos de socorro. " Laura hesitou por um breve momento antes de acompanhá-la, sentindo seu coração disparar de medo e motivações. Dentro do mausoléu, a escuridão e o mofo dominavam, e o ar estava impregnado com o cheiro de terra e permaneceu. Laura ouviu o som da água pingando, além do eco de seus próprios enquanto passos ela se aventurava na escuridão. E então, ela avistou.

A Loura Fantasma estava ajoelhada diante de um sarcófago de pedra, com as mãos pressionadas contra a superfície gelada enquanto murmurava palavras que reverberavam pela câmara. Laura pôde ver lágrimas brilhando em suas bochechas e ouviu o tremor em sua voz enquanto conversava. E então, com um último grito desesperado, a mulher loura levantou a tampa do sarcófago, revelando a figura murcha de um homem dentro dele.

Laura engasgou, horrorizada ao perceber o que estava diante de seus olhos. O homem no sarcófago era seu pai, que havia morrido há muitos anos e fora enterrado no cemitério todos aqueles anos atrás. Ela poderia ver o olhar de medo e desespero em seu rosto cadavérico, e ouviu o som de sua respiração irregular quando ele lutava para se sentar.

E então, uma mulher de cabelos louros se virou para Laura, seus olhos repletos de uma luz aterrorizante e insaciável. Laura podia observar a fome nesses olhos, podia sentir o arrepio que percorreu sua coluna quando a Loura Fantasma estendeu a mão em direção a ela.

Com um grito de pavor, Laura se virou e correu, tropeçando na escuridão ao perceber a presença da mulher de cabelos louros atrás dela, estendendo as mãos frias e úmidas para ela. Ela podia ouvir o som de risadas em seus ouvidos, uma risada que reverberou pelo mausoléu e causou arrepios em sua espinha.

Finalmente, após o que pareceu uma eternidade, Laura saiu do mausoléu e adentrou a clareira iluminada pela lua. Ela correu o mais rápido que suas pernas conseguiram, sem se preocupar com as pedras e raízes que a fizeram tropeçar, nem com as sombras que deixam claro na escuridão. E então, de repente, ela estava livre.

Ofegante, Laura saiu cambaleante do cemitério em direção ao ar fresco da noite. Ela podia ouvir o som do vento nas árvores, o grito distante de um pássaro cantando sozinho à noite. E então, lentamente, uma sensação de terror começou a desaparecer, sendo resultante de um sentimento de admiração e espanto pelo que ela havia visto.

Enquanto voltava para a cidade, Laura se virou para olhar o cemitério uma última vez. A lua lançava um brilho suave e prateado sobre as lápides, transformando-as em sombras que parecem dançar na escuridão. E ali, no centro de tudo, ela viu uma figura parada nos ocultos, seus longos cabelos louros brilhando ao luar.

Laura podia ver a tristeza em seus olhos, podia sentir saudade em seu olhar enquanto observava Laura à distância. E então, com um último sorriso melancólico, a Loura Fantasma se virou e desapareceu nas sombras, deixando Laura sozinha na escuridão.

E enquanto voltava para casa, Laura sabia que nunca esqueceria a noite em que conheceu a Loura Fantasma do cemitério. Foi uma noite que permaneceria com ela para sempre, uma noite de horror e admiração, de medo e fascínio. E enquanto ela estava deitada na cama, olhando para o teto, ela ainda podia ouvir o som do vento nas árvores, o grito distante do pássaro, o sussurro da voz da  Loura Fantasma em seus ouvidos

A “Lenda da Loura Fantasma” do cemitério continua viva, sendo passada de geração em geração em Santo Antônio, uma história de amor e perda, de saudade e desespero. E quando Laura adormeceu, ela sabia que nunca se livraria verdadeiramente da beleza assombrosa da mulher de cabelos Louros do cemitério

Geraldo de Azevedo

quinta-feira, 5 de dezembro de 2024

40 E TANTOS ANOS


 

Enquanto o sol começava a se pôr em uma noite quente de verão, Maria e Carlos estavam sentados de mãos dadas na varanda, observando seus netos brincando no quintal. Eles eram casados ​​há 40 anos, um marco que parecia impossível quando disseram "sim" pela primeira vez, tantos anos atrás.

A história de amor deles começou em uma pequena cidade em Portugal, onde cresceram como amigos na infância. Quando se encontraram na adolescência, a amizade deles floresceu e virou algo mais, e antes que percebessem, estavam perdidamente apaixonados.

A jornada deles juntos nem sempre foi fácil. Eles enfrentaram dificuldades e desafios ao longo do caminho, mas, apesar de tudo, encontraram força em seu comprometimento um com o outro. Maria era a base da família, sempre presente para oferecer apoio e orientação, enquanto Carlos era o eterno otimista, trazendo risos e alegria até mesmo nos dias mais sombrios.

Uma das chaves para o sucesso do casamento foi uma dedicação inabalável que ambos tinham um ao outro . Eles fizeram um esforço consciente para priorizar o relacionamento, mesmo quando a vida ficou agitada com o trabalho e a criação dos três filhos. Eles caminharam para encontros regulares, fizeram longas caminhadas juntos e compartilharam suas esperanças e sonhos um com o outro.

Outro aspecto importante do casamento deles era a comunicação. Eles se certificaram de sempre conversar abertamente e honestamente um com o outro, mesmo quando era difícil. Eles nunca deixaram o ressentimento ou a raiva crescerem, sempre abordando os problemas de frente e encontrando uma maneira de superá-los juntos.

Mas talvez o fator mais significativo em seu longo e feliz casamento tenha sido sua capacidade de evoluir e crescer juntos. Ao longo dos anos, ambos mudaram e evoluíram como indivíduos, mas sempre o fizeram em harmonia um com o outro. Eles apoiaram um ao outro em mudanças de carreira, problemas de saúde e perdas de entes queridos, saindo mais fortes e unidos a cada vez.

Enquanto estavam sentados na varanda, observando o sol se pôr no horizonte, Maria soltou a mão de Carlos e lhe ofereceu. "Você acredita que já se passaram 40 anos? " ela disse, sua voz cheia de admiração.

Carlos se virou para ela, com os olhos brilhando de afeto. “Não consigo imaginar passar todos esses anos com outra pessoa além de você, meu amor”, ele respondeu.

E enquanto estavam todos aproveitando o brilho do seu amor e as memórias de uma vida inteira juntos, Maria e Carlos sabiam que tinham algo realmente especial. Os 40 anos de casamento não foram apenas um número, mas uma prova do poder da durabilidade do amor, do comprometimento e da amizade. E enquanto aguardavam os muitos anos que viriam, sabiam que, enquanto estivessem um ao lado do outro, poderiam enfrentar qualquer tempestade que surgisse.

Maria e Carlos estavam sentados um em frente ao outro na acolhedora sala de estar, tomando seu chá da noite. Os anos foram favoráveis a eles, mas não deixaram de enfrentar dificuldades. Ao relembrar os 40 anos de casamento, eles não conseguiram deixar de se maravilhar com o quanto progrediram.

Maria respirou fundo e olhou nos olhos de Carlos. "Você se recorda de quando nos encontramos? " ela disse, com um sorriso nostálgico nos lábios.

Carlos riu suavemente. "Como eu poderia esquecer? Você era a mulher mais bela que eu já havia visto. Eu soube desde o instante em que pus meus olhos em você que você era a pessoa certa para mim."

Maria corou ao lembrar. "E eu achava que você era tão encantador e gentil. Não consegui resistir à sua voz suave."

Ao rememorar o namoro, eles não puderam deixar de sentir gratidão pelo amor que havia florescido entre eles. Mas, à medida que se aprofundavam em sua história compartilhada, eles também discutiam como tiveram dificuldades ao longo dos anos.

"Você se lembra quando tivemos dificuldades para nos sustentar quando as crianças eram pequenas? " Carlos disse, com um toque de tristeza na voz. "Foram tempos complicados, mas sempre conseguimos superar juntos."

Maria assentiu com a cabeça. "E criar dois filhos enquanto equilibrava o trabalho e as responsabilidades domésticas não foi uma tarefa fácil. Mas fizemos isso, e fizemos com amor e paciência."

Enquanto conversavam, perceberam que seu elo só ficava mais forte a cada ano que passava. Eles enfrentaram tempestades juntos, apoiaram um ao outro nos momentos bons e ruins e sempre encontraram uma forma de fazer as coisas funcionarem. Mas não foram apenas os desafios que enfrentaram que moldaram seu casamento. Foram também os momentos de alegria, risos e sonhos compartilhados que mantiveram seu amor vivo.

"E nossa viagem a Paris para celebrar nosso 25º aniversário? " Maria disse, com os olhos brilhando de felicidade. "Foi como um sonho que se concretizou, caminhar de mãos dadas ao longo do Sena, saboreando cada instante como se fosse o último. "Carlos sorriu ao recordar. "E no dia em que nossa filha se formou na faculdade, o orgulho e a alegria que sentimos como pais ao vê-la receber seu diploma. Foi um dos momentos de maior orgulho da minha vida."

À medida que mergulhavam em suas memórias, perceberam que o amor que sentiam um pelo outro só havia se intensificado com o tempo. Eles formaram um vínculo inquebrável, uma conexão que transcendia as provações e adversidades da vida cotidiana. E enquanto estavam sentados ali, abraçados, sabiam que eram a rocha um do outro, o pilar de força um do outro. Eles construíram uma vida juntos, tijolo por tijolo, enfrentando as tempestades da vida com graça e resiliência.

Ao se olharem para os olhos , eles compreenderiam que era o maior presente um do outro , e que seu amor resistiria através do tempo . E enquanto se preparavam para a noite, felizes na companhia um do outro , eles entenderam que seu amor seguiria firme diante das adversidades do tempo, um farol de esperança e alegria em um mundo repleto de incertezas.

Geraldo de Azevedo


terça-feira, 26 de novembro de 2024

A MÁQUINA VIRTUAL



Na ciência da computação, uma máquina virtual é um ambiente de computação de software que executa programas como um computador real, também chamado de processo de virtualização. Uma máquina virtual (VM) pode ser definida como “uma duplicata eficiente e isolada de uma máquina real”. A IBM define uma máquina virtual como uma cópia isolada de um sistema físico e esta cópia é totalmente protegida. 

As máquinas virtuais são extremamente úteis no dia a dia, pois permitem ao usuário rodar outros sistemas operacionais dentro de uma única máquina física, tendo acesso a outros softwares existentes que podem ser instalados dentro da própria máquina virtual. O termo máquina virtual foi descrito na década de 1960 usando um termo de sistema operacional: uma abstração de software que vê um sistema físico (máquina real). Ao longo dos anos, o termo teve muitas derivações – como a Java Virtual Machine – JVM – que não virtualiza o sistema real.

 Em vez de uma máquina real, ou seja, um computador real criado a partir de hardware e executando um sistema operacional específico, uma máquina virtual é um computador virtual criado a partir de um programa de simulação. Memória, processamento e outros recursos são virtualizados. Virtualização é a colocação de computadores (máquinas virtuais) em diferentes camadas do sistema. 

É um método de dividir recursos de computação em vários ambientes de trabalho. Recentemente ficou muito simples e fácil criar uma máquina virtual: instale um programa especial em uma máquina real, neste programa é possível criar um disco virtual virtual que pode fazer todo o trabalho. o sistema através dele.

Entre os programas que simulam essas máquinas, os mais conhecidos são os antigos emuladores de videogame e emuladores de microcomputadores, como o VMware Player e o Bochs. Embora alguns desses programas sejam pagos, também há softwares livres de fácil acesso, como o VM Virtual Box (software gratuito da Oracle).

VM ou VM/CMS, do inglês Virtual Machine/Conversational Monitor System  é um sistema operacional que permite que vários usuários trabalhem ao mesmo tempo como se estivessem usando o computador sozinho. O sistema foi usado nos mainframes IBM System/360, daí VM/360, em 1964 - História do Mainframe .

O sistema VM é usado em mainframes - computadores de grande capacidade capazes de oferecer serviços de processamento a milhares de usuários por meio de milhares de terminais conectados diretamente ou por uma rede. O programa de controle (CP) executa o computador e faz todo o trabalho necessário para fazer com que cada máquina virtual reaja e funcione como um PC. 

O usuário tem apenas um à sua frente: uma tela, um teclado e uma caixa adicional com processador central. O termo máquina virtual foi definido na década de 1960 usando o termo sistema operacional: uma abstração de computador que analisa o sistema físico (a máquina real). Ao longo dos anos, houve muitas derivações do termo - como a Java Virtual Machine - JVM - que não virtualiza o sistema real.

 Em vez de ser uma máquina real, ou seja, um computador real composto de hardware e rodando um sistema operacional específico, uma máquina virtual é um computador imaginário criado a partir de um programa de simulação. Memória, processamento e outros recursos são virtualizados. Virtualização é a colocação de computadores (máquinas virtuais) em diferentes camadas do sistema. É um método de dividir recursos de computação em vários ambientes de trabalho. 

Recentemente ficou muito simples e fácil criar uma máquina virtual: instale um programa especial em uma máquina real, neste programa é possível criar um disco virtual virtual que pode fazer todo o trabalho. o sistema através dele Entre os programas que seguem esses motores, são bem conhecidos os emuladores clássicos de videogame e emuladores de software de computador, como VMware Player e Bochs. Embora alguns desses programas sejam pagos, também existem algumas ferramentas gratuitas, como o VirtualBox VM (Oracle Freeware)..

Após instalar o programa para criar a máquina virtual, é possível criar um disco rígido virtual, e a partir daí, é possível rodar um sistema operacional inteiro. A máquina virtual irá alocar, durante a execução dos sistemas operacionais, uma quantidade definida de RAM. Ela normalmente emula um ambiente físico de computação, mas as requisições de CPU, memória, disco rígido, rede e outros recursos de hardware serão todos gerenciados por uma "camada de virtualização" que traduz essas requisições para o hardware presente na máquina.

A partir disso, é possível instalar outros softwares dentro deste software, realizando simulações em geral sem a necessidade de hardware específico.

Uso para testes

O conceito de VM também pode ser utilizado como máquinas virtuais para fins de testes, ou seja, quando empresas de desenvolvimento querem testar seus produtos ou mesmo administradores de rede e sistemas querem montar protótipos e projetos futuros. Usando uma máquina virtual você poderá testar todas as distros do Sistema Operacional Linux seja no próprio Linux ou no Windows

No caso de uma empresa de pequeno ou médio porte onde os recursos são limitados, podemos utilizar o conceito de VM, de modo que um servidor de arquivos, além de armazenar dados, também tenha outra tarefa, como instalar um (servidor de "comunicação" Jabber, servidor de "impressão" CUPS e até mesmo um "e-mail" Postfix).

As máquinas virtuais podem ser divididas em três tipos:

Tipo 1: Sistema em que o monitor é implementado entre o hardware e os sistemas convidados (guest system), onde o monitor tem controle sobre o hardware e abre sessões (guests) para criar máquinas virtuais semelhantes ao sistema operacional tradicional.

Tipo 2: Neste caso, o monitor é implementado como um processo de um sistema operacional real, chamado de sistema host, onde o monitor é executado como um Processo por um Sistema Host, ou seja, um sistema gerencia o acesso de hardware ao monitor, que por sua vez cria máquinas virtuais conforme descrito no Tipo 1.

Tipo 3: Utiliza os 2 conceitos do Tipo 1 e Tipo 2 ao mesmo tempo. Resumindo, é a capacidade da máquina virtual (sistema convidado) acessar diretamente o hardware, sem precisar passar todas as informações para o monitor toda vez que quiser acessar um dispositivo/hardware.

Tipo híbrido: O tipo 1 e a tela 2 não são usados ​​em teoria na implementação. Na prática, muitas otimizações foram incorporadas à arquitetura com o objetivo principal de melhorar o desempenho das aplicações para os sistemas convidados. Como as funções mais importantes dos sistemas de máquinas virtuais são funções de E/S, as principais otimizações utilizadas nos sistemas de produção estão relacionadas a essas funções.

Outra categoria importante de máquinas virtuais são as máquinas virtuais para computadores reciclados projetadas para uma finalidade específica. Atualmente, a máquina virtual mais importante desta família é a JVM (Java Virtual Machine). Hoje, quase todos os computadores, desde placas-mãe até telefones celulares, possuem um emulador, portanto, os programas Java são muito portáteis.

Uma das principais vantagens de escrever código para uma máquina virtual é a capacidade de compilar o código sem perder a portabilidade, melhorando a velocidade de tradução dos programas, que também é portátil, mas é mais lento, pois neste caso cada linha de tempo de execução é compilada. é executado e, para uma máquina virtual, as memórias da máquina virtual são traduzidas para a mesma linguagem de máquina (ou assembly) da máquina real.

Vantagens

Novos sistemas operacionais podem ser facilmente atualizados e testados. Vários sistemas operacionais podem ser comparados usando uma única ferramenta. Executar diferentes sistemas operacionais simultaneamente no mesmo dispositivo. Modele alterações e falhas de hardware testando ou reconfigurando um sistema operacional, com confiabilidade e escalabilidade de aplicativos. 

Reduza os custos de hardware. Facilidades para gerenciamento, transferência e replicação de software, programas ou sistemas operacionais. Confiabilidade e disponibilidade: a falha de um computador não afeta outros serviços. O isolamento da máquina virtual evita que programas e serviços executados em uma máquina virtual interfiram no sistema operacional subjacente ou em outras máquinas virtuais. 

Fácil de mover, copiar e transferir entre computadores e otimizar recursos de hardware. Experimente diferentes sistemas operacionais sem particionar o HD, possibilidade de instalar versões mais antigas do Windows, Linux ou outros sistemas sem alterar o disco rígido. Problemas Gerenciamento: Os ambientes virtuais devem ser monitorados, configurados e mantidos. 

Existem produtos que disponibilizam estas soluções, mas é aqui que o investimento em virtualização é fundamental, pois este é um dos maiores erros na implementação da virtualização. Desempenho: atualmente não existe uma maneira consistente de medir o desempenho de ambientes virtuais. Mas a introdução de outra camada de software entre o sistema operacional e o hardware, o VMM ou o Hypervisor, aumenta o custo de processamento mais do que no caso sem virtualização. 

Outra coisa importante a enfatizar é que não está claro quantas máquinas virtuais podem ser executadas por processador sem comprometer a qualidade do serviço. A memória real da máquina é excessiva após um longo período de funcionamento. Isso reduzirá a experiência do usuário. 

Embora a ferramenta necessite de um sistema real para funcionar, ela funciona de forma independente como qualquer outro computador, necessita de um sistema de segurança especial, ou seja, uma infecção por vírus na máquina virtual pode afetar a máquina real Em geral, o conceito . O número de máquinas virtuais cresceu não pelo desempenho oferecido nos produtos, mas pelo baixo custo dos equipamentos e manutenção que torna este software muito fácil de usar.

Geraldo de Azevedo

ENIAC: A Gênese Digital

 


 Desvendando os Segredos do Primeiro Computador

O PIONEIRO

O ENIAC (Electronic Numerical Integrator And Computer), sigla para "Computador e Integrador Numérico Eletrônico", foi o primeiro computador eletrônico digital de uso geral construído.

Desenvolvido durante a Segunda Guerra Mundial na Universidade da Pensilvânia pelos engenheiros John Mauchly e J. Presper Eckert, o ENIAC foi finalizado em 1945 e inicialmente usado para cálculos balísticos para o Exército dos Estados Unidos.

O ENIAC era uma máquina colossal, pesando cerca de 30 toneladas e ocupando uma área de 180 metros quadrados. Ele utilizava mais de 17.000 válvulas termiônicas, consumindo cerca de 150 quilowatts de energia elétrica, o suficiente para alimentar uma pequena cidade.

Apesar do tamanho e consumo de energia consideráveis, o ENIAC representava um salto significativo em relação às calculadoras mecânicas da época. Ele era capaz de realizar cálculos a velocidades muito superiores, executando até 

5.000 adições por segundo.

O ENIAC era programável por meio de painéis de conexão e plugues, permitindo aos usuários alterar a sequência de operações para diferentes tarefas. Embora a programação fosse um processo manual e demorado, o ENIAC possibilitou a realização de cálculos complexos que anteriormente eram impraticáveis.

Após a guerra, o ENIAC foi utilizado para diversas aplicações científicas e de engenharia, incluindo:

    • Previsão do tempo 

    • Projeto de pontes e barragens 

    • Cálculos para pesquisa nuclear 

O ENIAC operou continuamente por dez anos, até 1955, e foi posteriormente desmontado. Apesar de seu curto período de funcionamento, o ENIAC desempenhou um papel fundamental no início da era da computação, demonstrando o potencial dos computadores eletrônicos e abrindo caminho para o desenvolvimento de máquinas mais compactas, eficientes e acessíveis.

O ENIAC, o primeiro computador eletrônico digital de larga escala, teve uma gama de aplicações durante seus 10 anos de operação (1946-1955).

Sua função inicial era calcular dados balísticos de artilharia em altas velocidades para auxiliar as tropas aliadas na Segunda Guerra Mundial.

Após a guerra, o ENIAC foi utilizado em diversas áreas, como:

    • Meteorologia: para prever o tempo e estudar o clima. 

    • Aerodinâmica: para projetar aeronaves mais eficientes. 

    • Energia nuclear: para calcular reações nucleares e projetar armas nucleares. 

    • Criptografia: para quebrar códigos inimigos. 

    • Medicina: para analisar dados de pacientes e desenvolver novos tratamentos. 

    • Economia: para modelar a economia e prever tendências. 

    • Engenharia: para projetar pontes, edifícios e outras estruturas. 

    • Pesquisa científica: para realizar cálculos complexos em diversas áreas, como física, química e matemática. 

O ENIAC foi um marco na história da computação e serviu de inspiração para o desenvolvimento de muitos outros computadores que se seguiram.

Alguns outros usos específicos do ENIAC:


    • Cálculo da trajetória de mísseis. 

    • Cálculo de tabelas de balística. 

    • Previsão do tempo. 

    • Simulação de explosões nucleares. 

    • Cálculo de π. 

    • Tradução de idiomas. 

    • Composição musical. 

    • Criação de arte. 

Vale ressaltar que, apesar de sua importância histórica, o ENIAC era uma máquina enorme e complexa, com capacidade de memória limitada e programação difícil.

Mesmo assim, o ENIAC foi um grande avanço tecnológico e contribuiu significativamente para o desenvolvimento da ciência e da tecnologia no século XX.

A manutenção do ENIAC era um processo complexo e trabalhoso, devido ao seu tamanho e à tecnologia utilizada na época.

Alguns dos principais desafios da manutenção do ENIAC incluíam:

    • Grande quantidade de válvulas: O ENIAC utilizava cerca de 17.468 válvulas, que eram propensas a falhas frequentes. A equipe de manutenção precisava constantemente testar e substituir válvulas queimadas. 

    • Falta de ferramentas de diagnóstico: Não existiam ferramentas específicas para diagnosticar problemas no ENIAC. A equipe de manutenção precisava usar sua experiência e conhecimento para identificar e solucionar problemas. 

    • Dificuldade de acesso: O ENIAC era uma máquina enorme e complexa, o que dificultava o acesso aos componentes internos para reparos. 

  • Documentação incompleta: A documentação do ENIAC era incompleta e muitas vezes imprecisa, o que dificultava o trabalho da equipe de manutenção.

Para manter o ENIAC funcionando, a equipe de manutenção realizava as seguintes tarefas:

    • Inspeções regulares: A equipe realizava inspeções regulares no ENIAC para identificar e corrigir problemas potenciais. 

     • Testes de diagnóstico: A equipe utilizava diversos testes para diagnosticar problemas no ENIAC. 

          • Substituição de componentes: A equipe substituía componentes com defeito, como válvulas e capacitores. 

    • Reparos: A equipe realizava reparos em componentes danificados. 

    • Atualizações: A equipe realizava atualizações no ENIAC para melhorar seu desempenho e confiabilidade. 

A equipe de manutenção do ENIAC era composta por engenheiros e técnicos altamente qualificados. 

Eles trabalhavam longas horas e enfrentavam muitos desafios, mas eram essenciais para manter o ENIAC funcionando e contribuir para o avanço da ciência e da tecnologia.

Alguns fatos interessantes sobre a manutenção do ENIAC:

    • A equipe de manutenção era composta por cerca de 30 pessoas. 

    • O ENIAC era desligado apenas para manutenção, o que significava que a equipe de manutenção precisava trabalhar em turnos para garantir que o computador estivesse sempre funcionando. 

    • O tempo médio de parada do ENIAC para manutenção era de cerca de 8 horas por semana. O ENIAC foi completamente desmontado e reconstruído em 1950. 

A manutenção do ENIAC foi um desafio enorme, mas a equipe de manutenção conseguiu superar os obstáculos e manter o computador funcionando por 10 anos.

 O ENIAC foi um marco na história da computação e sua história nos ensina muito sobre a importância da manutenção de sistemas complexos.

O ENIAC não foi substituído por um único sistema, mas sim por uma série de computadores mais novos e avançados que foram desenvolvidos ao longo dos anos 50 e 60.

Alguns dos principais sucessores do ENIAC incluem:

    • UNIVAC I: O UNIVAC I foi o primeiro computador comercial de sucesso, lançado em 1951. Foi utilizado por diversas empresas e órgãos governamentais para uma variedade de tarefas, como cálculo de folha de pagamento, controle de estoque e pesquisa científica. 

    • IBM 701: O IBM 701 foi um computador científico lançado em 1955. Foi utilizado por universidades e centros de pesquisa para realizar cálculos complexos em áreas como física, química e engenharia. 

        • IBM 7090: O IBM 7090 foi um computador científico lançado em 1956. Foi utilizado por universidades e centros de pesquisa para realizar cálculos complexos em áreas como física, química e engenharia. 

    •     • CDC 1604: O CDC 1604 foi um computador científico lançado em 1960. Foi utilizado por universidades e centros de pesquisa para realizar cálculos complexos em áreas como física, química e engenharia. 

    • Cada um desses computadores ofereceu melhorias significativas em relação ao ENIAC, em termos de:

    • Tamanho: Os novos computadores eram muito menores que o ENIAC, o que os tornava mais fáceis de instalar e operar. 

       • Velocidade: Os novos computadores eram muito mais rápidos que o ENIAC, o que permitia que eles resolvessem problemas mais complexos em menos tempo. 

    • Confiabilidade: Os novos computadores eram mais confiáveis que o ENIAC, o que significava que eles precisavam de menos manutenção. 

         • Facilidade de uso: Os novos computadores eram mais fáceis de usar que o ENIAC, o que os tornava acessíveis a um maior número de usuários. 

    • O desenvolvimento de novos computadores, como os mencionados acima, marcou o início de uma nova era na história da computação.

O ENIAC foi um marco importante nessa história, mas os computadores que o seguiram foram responsáveis por levar a computação a um novo patamar, com aplicações cada vez mais diversas e importantes para a sociedade.

Vale ressaltar que, embora o ENIAC não tenha sido substituído por um único sistema, sua influência na história da computação é inegável.

O ENIAC foi o primeiro computador eletrônico digital de larga escala e provou que a computação eletrônica era possível. Essa conquista inspirou o desenvolvimento de muitos outros computadores que se seguiram e que, juntos, revolucionaram o mundo.

Geraldo de Azevedo

A Primeira Guerra Mundial

 


A Primeira Guerra Mundial foi um conflito complexo por vários motivos: O assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando da Áustria-Hungria em Sarajevo em 28 de junho de 1914 foi o gatilho que deu início à guerra. No entanto, vários outros fatores contribuíram para o conflito, incluindo:

1. Nacionalismo:

O nacionalismo intensificado foi uma força poderosa na Europa no início do século XX. Os países competiram entre si por poder, prestígio e territórios, criando uma atmosfera de tensão e competição.

2. Imperialismo: As potências europeias disputaram territórios e recursos naturais na África e na Ásia, causando conflitos e ressentimentos

.3. Sistema de alianças: As potências europeias foram divididas em dois blocos concorrentes: a Tríplice Entente (França, Grã-Bretanha e Rússia) e a Tríplice Aliança (Alemanha, Áustria-Hungria e Itália). Este sistema de alianças forçou os países a apoiarem-se mutuamente em caso de guerra, transformando o conflito local num conflito intercontinental.

4. Corrida armamentista: As potências europeias competiram entre si para construir as forças armadas mais poderosas, criando uma atmosfera de medo e desconfiança.

5. Vingança Francesa: A França buscou vingança por sua derrota na Guerra Franco-Prussiana (1870-1871), o que contribuiu para uma atmosfera tensa na Europa.

6. Militarismo: A crença na força militar como meio de resolver problemas foi generalizada, contribuindo para a eclosão da guerra. É importante enfatizar que não houve uma  causa única

 para a Primeira Guerra Mundial. Todos os fatores acima contribuíram de diferentes maneiras para o conflito. Vale lembrar que o assassinato de Francisco Fernando foi apenas um gatilho da guerra, não a causa principal.

 A Primeira Guerra Mundial foi um conflito extremamente destrutivo que matou e feriu milhões de pessoas.  As causas da Primeira Guerra Mundial são complexas e ainda são debatidas por historiadores.

A Primeira Guerra Mundial envolveu diversos países dos cinco continentes, divididos em dois blocos principais: 

*Tríplice Entente:

* França

* Reino Unido

* Rússia** (até 1917) 

* Itália** (a partir de 1915)

* Estados Unidos** (a partir de 1917)

* Japão

* Bélgica

* Sérvia

* Montenegro

* Romênia

* Grécia

* Portugal

* China

* Brasil** (a partir de 1917)

 Tríplice Aliança:

* Alemanha

* Áustria-Hungria

* Império Otomano

* Bulgária

Outros países: 

* Luxemburgo

* Países Baixos

É importante notar que nem todos os países entraram na guerra ao mesmo tempo. Alguns países, como a Itália e os Estados Unidos, entraram na guerra mais tarde, em 1915 e 1917, respectivamente. Outros países, como a Romênia, mudaram de lado durante a guerra.

A Primeira Guerra Mundial foi um conflito global que envolveu mais de 30 países e teve um impacto profundo no mundo. Vale lembrar que:

 O número exato de países envolvidos na guerra pode variar de acordo com a fonte consultada. 

Alguns países, como o Brasil, tiveram um papel relativamente menor na guerra.

 A Primeira Guerra Mundial foi um conflito extremamente destrutivo, com milhões de mortos e feridos. 

A Primeira Guerra Mundial terminou em 11 de novembro de 1918 com a assinatura do Armistício de Compiègne entre a Alemanha  e os  Aliados. 

O armistício foi assinado em um vagão de trem na floresta de Compiègne, França. 

Os principais fatores que causaram o fim da guerra foram: 

 Ofensiva Aliada em 1918: 

Forças Aliadas. lançou vários ataques bem-sucedidos contra posições alemãs no final de 1918. O colapso da frente interna alemã: A Alemanha carecia de alimentos e munições, e a população alemã estava cansada da guerra. 

O Revolução Alemã: 

Em novembro de 1918, uma revolução na Alemanha que levou à derrubada do Kaiser Guilherme II. O novo governo alemão liderado pelos socialistas decidiu assinar um armistício.

As principais consequências da guerra foram:

Morte de milhões de pessoas:  Cerca de 17 milhões de pessoas morreram na guerra mundial. Incluindo soldados e civis.

 Queda dos Impérios: os impérios alemão, austro-húngaro, otomano e russo foram dissolvidos após a guerra.

Ascensão dos Estados Unidos: 

 Os Estados Unidos ascenderam no mundo após a Primeira Guerra Mundial e se tornaram um país líder, criando a Liga das Nações: a Liga das Nações foi fundada em 1920 com o objetivo de prevenir guerras futuras. Isso deve ser lembrado. 

O Armistício de Compiègne foi apenas o fim das hostilidades. A guerra só terminou oficialmente quando o Tratado de Versalhes foi assinado em 1919. O Tratado de Versalhes impôs condições duras à Alemanha, o que contribuiu para o ressentimento alemão e a eclosão da Segunda Guerra Mundial. A Primeira Guerra Mundial foi um conflito extremamente brutal e destrutivo que ensinou uma lição importante à humanidade. 

Entre as lições mais importantes podemos destacar:

1. O Horror da Guerra: A Primeira Guerra Mundial foi um conflito de proporções épicas, resultando na morte de milhões de pessoas, tanto soldados como civis. A guerra também causou a destruição de cidades, aldeias e campos e deixou um rasto de sofrimento e dor. Esta experiência terrível é um lembrete constante do horror da guerra e da importância da paz.

2. Necessidade de diplomacia e diálogo: A Primeira Guerra Mundial foi um conflito que poderia ter sido evitado se as potências europeias tivessem escolhido a diplomacia e o diálogo em vez da escalada militar. Esta lição é importante no mundo de hoje, onde ainda existem muitos conflitos e tensões internacionais.

3. Ameaça de aumento do nacionalismo: o aumento do nacionalismo foi um dos principais fatores que contribuíram para a eclosão da Primeira Guerra Mundial. Esta lição é relevante hoje porque o nacionalismo extremo ainda é uma força em algumas partes do mundo.

4. Importância da Cooperação Internacional: A Primeira Guerra Mundial mostrou que a cooperação internacional é essencial para a paz e segurança internacionais.

A criação da Liga das Nações após a guerra foi um passo importante nesta direção, e a Organização das Nações Unidas (ONU), criada após a Segunda Guerra Mundial, é um exemplo de como a cooperação internacional pode ajudar a prevenir conflitos e promover a paz. 

5. Importância dos Direitos Humanos:

 A Primeira Guerra Mundial foi uma época de graves violações dos direitos humanos. Esta lição é importante hoje porque proteger os direitos humanos é essencial para construir um mundo mais justo e pacífico. Outras lições importantes aprendidas com a Primeira Guerra Mundial incluem:

 Democracia e respeito pelo Estado de lei. A necessidade de lutar contra a pobreza e a desigualdade social. 

A importância da educação para a paz e a tolerância

 É necessário lembrar que as lições da Primeira Guerra Mundial ainda são importantes no mundo. Aprendendo com os erros do passado, podemos construir um futuro mais pacífico e próspero para todos.

Vale lembrar que:  A Primeira Guerra Mundial foi um evento complexo. causas e efeitos. As lições da Primeira Guerra Mundial ainda são motivo de debate entre os historiadores. O estudo da Primeira Guerra Mundial é importante para uma melhor compreensão do mundo hoje.

Geraldo de Azevedo

31 de Março de 1964: A Queda da Democracia

 

Em 1960, o vice-presidente João Goullart, eleito democraticamente, assumiu o poder após a renúncia do presidente Jânio Quadros em 1961 e uma campanha de legitimidade que derrotou um golpe militar para impedir sua posse. 

Durante o seu reinado, a crise econômica e os conflitos sociais agravaram-se. Movimentos sociais em diversos círculos – políticos, sindicais, agricultores, estudantes, militares (baixas patentes militares) – lutaram por reformas de base, que também foram propostas pelo presidente, enfrentou a oposição crescente da elite, da classe média urbana, de grande parte da função pública, da igreja e da imprensa, e foi acusado de ameaçar o Estado de direito e o comunismo, o caos social e a quebra da hierarquia militar. 

Durante o seu mandato, esteve envolvido em várias tentativas de pressionar e desestabilizar o seu governo e frustrar conspirações. As relações com os Estados Unidos deterioraram-se e o governo americano juntou-se às forças da oposição e aos seus esforços para apoiar o golpe. Goulart perdeu o apoio do centro, não conseguiu aprovar reformas no Congresso e, na última fase do governo, contou com a pressão dos movimentos reformistas para superar a oposição no parlamento, levando a uma crise política em março de 1964. 

No dia 31, eclodiu um levante em Minas Gerais liderado conjuntamente por militares e alguns governadores. Soldados legalistas e rebeldes foram para a batalha, mas Goulart não queria uma guerra civil. A princípio venceram os legalistas, mas com a formação de coalizões massivas a situação militar do presidente piorou, e ele viajou sucessivamente do Rio de Janeiro para Brasília, Porto Alegre, interior do Sul do Rio Grande e Uruguai. 

Os militares assumiram o controle da maior parte do país em 1º de abril e do Rio Grande do Sul em 2 de abril. O Congresso declarou sua vaga na madrugada do dia 2, enquanto ele ainda estava no país. As medidas tomadas para proteger o seu mandato, como a convocação de uma greve geral, foram insuficientes.

 Enquanto uma parte da sociedade acolheu favoravelmente a autoproclamada “revolução”, a outra parte caiu sob severa repressão. A classe política esperava um regresso a curto prazo ao regime civil, mas nos anos seguintes, uma ditadura autoritária, nacionalista e de orientação política tomou conta dos Estados Unidos.

A tomada do governo brasileiro em 1964, conhecida como golpe de 1964, foi um evento complexo com diversas causas inter-relacionadas. As principais razões podem ser divididas em três categorias.

Fatores políticos:

* Tensões entre o governo de João Goulart e a elite brasileira: Goulart era visto como um líder de esquerda que promoveu reformas sociais e econômicas que ameaçavam os interesses da elite, como agricultura. reforma Essa percepção causou grande oposição ao seu governo.

* Crescente oposição ao governo de Goulart: A oposição, composta por políticos conservadores, magnatas empresariais, meios de comunicação e grupos anticomunistas, acusou Goulart de ser comunista e de levar o país ao caos. Esta oposição mobilizou-se para pressionar o governo e dar um golpe de Estado.

* Falta de apoio das forças armadas ao governo de Goulart: Os militares, que tiveram grande influência na política brasileira, estavam insatisfeitos com as políticas de Goulart, com a crescente influência dos comunistas no governo e com a indisciplina no exército. Esta falta de apoio foi crucial para o sucesso do golpe. 

Fatores Sociais:

* Crise Econômica: O Brasil enfrentou uma grave crise econômica no início da década de 1960, com inflação alta, crescimento lento e crescente descontentamento popular. Esta crise criou instabilidade social e contribuiu para o clima de polarização que alimentou o golpe.

* Aumento da polarização social: a sociedade brasileira estava dividida entre aqueles que defendiam as reformas de Goulart e aqueles que se opunham a elas. Esta polarização fortaleceu-se ao longo do tempo e criou um ambiente favorável para um golpe.

* Medo do Comunismo: O contexto da Guerra Fria e da Revolução Cubana aumentou o medo do Comunismo entre as elites brasileiras e os Estados Unidos. Esse medo foi usado para justificar um golpe para evitar que o Brasil se tornasse um país comunista. 

Fatores Internacionais:

* Influência Americana: O governo americano estava preocupado com a crescente influência do comunismo na América Latina e apoiou um golpe militar no Brasil para limitar essa influência, essa influência foi crucial para o sucesso do golpe.

* Antecedentes da Guerra Fria: A Guerra Fria, um momento de grande tensão entre os Estados Unidos e a União Soviética, influenciou o golpe brasileiro.

O governo Goulart era visto como próximo da União Soviética, o que causou desconfiança e oposição nos Estados Unidos. É importante ressaltar que os motivos do golpe militar ainda são discutíveis entre os historiadores. Alguns defendem a ideia de que o golpe foi resultado de uma conspiração entre as elites brasileiras e os Estados Unidos, enquanto outros argumentam que o golpe foi resultado de uma crise política e social mais ampla. 

Os governos militares que se sucederam Após o golpe de 1964, o Brasil implementou uma série de medidas em diversas áreas que tiveram um impacto duradouro na sociedade brasileira. É importante analisar criticamente as conquistas desses governos e reconhecer seus aspectos positivos e negativos.

Algumas das conquistas mais importantes dos governos militares são:

No campo econômico:

* Crescimento econômico: A economia brasileira teve um periodo. durante a ditadura militar, especialmente na década de 70. O crescimento foi alimentado pelo investimento em infraestruturas, pela abertura ao capital estrangeiro e por políticas industriais.

* Modernização das infraestruturas: O governo militar investiu na construção de estradas, centrais hidroelétricas, portos e outras obras de infraestruturas, modernizando o país e facilitando o fluxo de eletricidade. Indústria.

 No setor social:

* Expansão da educação: O número de escolas e o número de participantes no ensino primário e secundário aumentaram significativamente durante a ditadura militar. Essa expansão ajudou a reduzir o analfabetismo e a democratizar o acesso à educação.

* Criação do Fundo de Garantia (FGTS): o FGTS foi criado em 1966 como um mecanismo para proteger os trabalhadores, garantindo-lhes uma determinada quantia. em caso de demissão sem justa causa.

Na esfera política:

* Repressão política: A ditadura militar foi caracterizada por intensa repressão política, incluindo perseguição a opositores, censura à imprensa, prisões arbitrárias e tortura. Essas repressões violaram os direitos humanos e causaram sérios danos à democracia brasileira.

* Instituições de autoridade: O regime militar implementou uma série de medidas que concentraram o poder nas mãos dos militares e limitaram as liberdades civis. Por exemplo, a constituição de 1967 limitou a participação popular e deu poderes extraordinários ao presidente. E importante enfatizar que as conquistas dos governos militares devem ser analisadas no contexto histórico da época. A Guerra Fria e a polarização ideológica influenciaram as decisões militares. Além disso, é importante considerar os diferentes efeitos das medidas tomadas, que beneficiaram alguns setores da sociedade, mas marginalizaram outros. 

Conquistas dos governos militares do Brasil (1964-1985):

Humberto de Alencar Castelo Branco (1964-1967):

* Plano de Ação Econômica do Governo (PAEG): visava estabilizar a economia e combater a inflação, com medidas como contenção de gastos públicos, controle de preços e salários e reforma cambial.

      * Ato Institucional nº 1 (AI-1): suspendeu direitos políticos, cassou mandatos e instituiu a censura à imprensa.

      * Início da abertura política gradual: com a anistia aos presos políticos e eleições indiretas para governadores.

Artur da Costa e Silva (1967-1969); 

* Ato Institucional nº 5 (AI-5): fechou o Congresso Nacional, cassou mais direitos políticos e instituiu a censura prévia à imprensa.

       * Repressão política: com prisões arbitrárias, torturas e exílios.

         * "Milagre Econômico": período de alto crescimento econômico impulsionado por investimentos em infraestrutura, abertura ao capital estrangeiro e políticas de industrialização.

Emílio Garrastazu Médici (1969-1974):

      * Consolidação do "Milagre Econômico": com crescimento do PIB e aumento da renda per capita.

      * Obras de infraestrutura: construção de rodovias, hidrelétricas, portos e outras obras que modernizaram o país.

      * Aumento da repressão política: com o auge da tortura e do exílio de opositores.

Ernesto Geisel (1974-1979):

* Anistia ampla, geral e irrestrita: aos crimes políticos cometidos durante a ditadura.

    •  Eleições diretas para presidente: em 1985, com a vitória de Tancredo Neves.

      * Transição para a democracia: com a redemocratização do país.


      * Eleições diretas para presidente: em 1985, com a vitória de Tancredo Neves.

      * Transição para a democracia: com a redemocratização do país.

* Início da "Abertura lenta, gradual e segura": com anistia aos presos políticos e eleições indiretas para governadores.

       * Fim da censura prévia à imprensa: com a revogação do AI-5.

         * Crise do petróleo: que afetou a economia brasileira e provocou o fim do "Milagre Econômico".

* João Batista Figueiredo (1979-1985):

* Anistia ampla, geral e irrestrita: aos crimes políticos cometidos durante a ditadura.

       * Eleições diretas para presidente: em 1985, com a vitória de Tancredo Neves.

       * Transição para a democracia: com a redemocratização do país.

É importante ressaltar que os feitos dos governos militares devem ser analisados no contexto histórico da época. A Guerra Fria e a polarização ideológica influenciaram as decisões tomadas pelos militares. 

Geraldo de Azevedo

domingo, 10 de novembro de 2024

CARTEL: A MÁFIA QUE ASSOMBRA A ECONOMIA

 

A incidência dos carteis no mundo é um problema complexo e difícil de quantificar com precisão. No entanto, é evidente que representa uma ameaça significativa para a economia global, a competência leal e o bem-estar dos consumidores. O cartel opera em diversos setores, desde a indústria farmacêutica até a construção, passando pelo transporte e pela energia. 

Sua naturalidade clandestina dificulta sua detecção e investigação, e suas atividades geram uma série de consequências negativas, como o aumento de preços, a redução da qualidade de produtos e serviços, e a diminuição da inovação.

As causas da formação de cartel são múltiplas e variadas, mas provavelmente estão relacionadas à busca de maiores benefícios econômicos, à existência de barreiras à entrada de novos concorrentes e à debilidade das instituições encargadas para garantir a competência.

Para combater o cartel, os governos e as autoridades anti monopólio de todo o mundo implementaram diversas estratégias, como a realização de investigações, o fortalecimento das leis anti monopólio, a criação de programas de clemência e a cooperação internacional.

Em resumo, o cartel é uma realidade global que exige uma resposta coordenada e eficaz. A combinação de ações governamentais, mecanismos de vigilância eficientes e a consciência da sociedade sobre os danos causados ​​pelos cartel são fundamentais para combater essa prática e promover um ambiente empresarial mais justo e competitivo.

Os governos ao redor do mundo têm implementado uma variedade de medidas para combater a formação e as atividades de cartel Essas medidas visam desincentivar a prática de acordos anticompetitivos, proteger os consumidores e promover um ambiente de negócios mais justo e transparente.

Algumas das principais medidas adotadas pelos governos incluem:

      Legislação Antitruste Rigorosa: A criação e o aprimoramento de leis antitruste são fundamentais para combater os cartéis. Essas leis definem as práticas anticompetitivas, estabelecem penalidades severas para as empresas envolvidas e conferem às autoridades competentes o poder de investigar e punir os infratores. 

          Agências Reguladoras Especializadas: A criação de agências reguladoras especializadas em defesa da concorrência é crucial para monitorar o mercado, investigar denúncias de práticas anticompetitivas e aplicar as sanções previstas em lei. Essas agências possuem expertise técnica e autonomia para atuar de forma independente. 

          Programas de Leniência: Os programas de leniência oferecem incentivos para que as empresas que participaram de um cartel denunciem o acordo e colaborem com as autoridades. Ao conceder benefícios como a imunidade ou a redução das penas, esses programas incentivam a auto denúncia e facilitam a descoberta de novos cartéis. 

            Cooperação Internacional: A cooperação entre diferentes países é essencial para combater os cartéis que atuam em escala global. Acordos de cooperação jurídica e a troca de informações entre as autoridades antitruste permitem investigar e punir empresas envolvidas em práticas anticompetitivas que atravessam fronteiras. 

            Conscientização e Educação: Os governos investem em campanhas de conscientização para informar a sociedade sobre os danos causados pelos cartéis e incentivar a denúncia de práticas anticompetitivas. A educação sobre a importância da concorrência é fundamental para criar uma cultura de combate ao cartel. 

      Fiscalização e Monitoramento: A fiscalização contínua do mercado é essencial para identificar indícios de formação de cartel. As autoridades antitruste utilizam diversas ferramentas, como análises de dados de mercado, investigações setoriais e monitoramento de setores considerados mais vulneráveis à formação de cartel. 

            Sanções Pesadas: As sanções aplicadas às empresas envolvidas em cartéis devem ser suficientemente severas para dissuadir outras empresas de praticar esse tipo de conduta. As penalidades podem incluir multas milionárias, a proibição de participar em licitações públicas e a dissolução da empresa em casos extremos. 

Além dessas medidas, os governos também podem adotar outras estratégias, como:       Promoção da cultura da competição, e a entrada de novas empresas no mercado.      Simplificação dos processos regulatórios: Reduzir a burocracia e facilitar a entrada de novas empresas no mercado.  Investir na capacitação dos servidores públicos e na modernização das instituições responsáveis pela aplicação das leis antitruste. 

    É importante ressaltar que o combate aos cartel é um processo contínuo e desafiador. A eficácia das medidas adotadas depende de diversos fatores, como a complexidade dos esquemas de cartel, a capacidade das autoridades antitruste e a cooperação entre os diferentes atores envolvidos.

No Brasil, o combate ao cartel é uma prioridade para garantir a livre concorrência e proteger os consumidores. Diversas medidas têm sido implementadas para prevenir e punir essas práticas ilegais. As principais ações incluem:

    • Legislação rigorosa: A Lei nº 12.529/2011, que reformulou o Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência, estabeleceu um marco legal robusto para o combate a cartéis. Essa lei define as práticas anticompetitivas, prevê sanções administrativas e penais para os infratores e confere ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) a competência para investigar e julgar esses casos. 

    • CADE: O CADE é a principal agência brasileira responsável por combater os cartéis. Ele possui autonomia e expertise para investigar denúncias, analisar o mercado, aplicar sanções administrativas e colaborar com outras autoridades, como o Ministério Público Federal. 

          • Programas de Leniência: O Brasil possui um programa de leniência eficiente, que incentiva empresas envolvidas em cartel a denunciar o acordo e colaborar com as investigações. Ao conceder benefícios como a imunidade ou a redução das penas, o programa estimula a auto denúncia e facilita a descoberta de novos cartéis. 

          • Cooperação Internacional: O CADE mantém acordos de cooperação com autoridades antitruste de outros países, o que permite a troca de informações e a investigação de cartéis que atuam em escala global. Essa cooperação é fundamental para combater esquemas complexos que envolvem empresas de diferentes nacionalidades. 

          • Conscientização e Educação: O CADE realiza diversas ações de divulgação e educação para informar a sociedade sobre os danos causados pelo cartel e incentivar a denúncia de práticas anticompetitivas. A conscientização da população é fundamental para fortalecer o combate a esses crimes. 

          • Fiscalização e Monitoramento: O CADE realiza um monitoramento constante do mercado, analisando dados, investigando setores estratégicos e respondendo a denúncias. Essa atividade de vigilância permite identificar indícios de formação de cartéis e tomar as medidas cabíveis. 

          • Sanções Pesadas: As sanções aplicadas pelo CADE são severas e podem incluir multas milionárias, a proibição de participar em licitações públicas e a divulgação pública da decisão. Essas penalidades visam desincentivar a formação de cartéis e recuperar os danos causados aos consumidores. 

    Outras medidas importantes incluem:

    • Fortalecimento institucional: O governo brasileiro tem investido na capacitação dos servidores do CADE e na modernização de seus sistemas de informação. 

    • Simplificação dos processos: O CADE busca simplificar os processos administrativos para agilizar as investigações e as decisões. 

      • Promoção da cultura da competição: O governo incentiva a inovação, o empreendedorismo e a entrada de novas empresas no mercado. 

Em resumo, o Brasil possui um marco legal sólido e uma agência especializada para combater os cartéis. As ações do governo têm sido eficazes na identificação e punição de empresas envolvidas em práticas anticompetitivas. No entanto, o combate ao cartel é um desafio constante e exige um esforço contínuo de todos os envolvidos.

A desconfiança em relação ao CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) é um tema complexo e multifacetado, com diversas razões que podem contribuir para essa percepção. Algumas das principais causas dessa desconfiança incluem:

    • Lentidão nos processos: Um dos principais pontos de crítica ao CADE é a lentidão na análise e julgamento dos processos. A complexidade dos casos, a grande quantidade de processos em andamento e a falta de recursos podem contribuir para a demora na conclusão das investigações, frustrando empresas e consumidores que aguardam por uma decisão. 

          • Falta de transparência: A percepção de falta de transparência em alguns processos também contribui para a desconfiança. A complexidade técnica das análises e a necessidade de proteger informações sigilosas podem dificultar o acesso do público às informações sobre os processos em andamento. 

       • Pressões políticas: Existe a preocupação de que o CADE possa estar sujeito a pressões políticas, o que poderia comprometer a imparcialidade de suas decisões. Essa percepção pode ser reforçada por casos em que as decisões do CADE parecem divergir das expectativas do mercado ou de determinados grupos de interesse. 

      • Falta de recursos: O CADE enfrenta desafios relacionados à falta de recursos humanos e financeiros, o que pode limitar sua capacidade de investigar e julgar todos os casos de forma adequada. 

     • Complexidade dos casos: Os casos analisados pelo CADE são cada vez mais complexos, envolvendo análises econômicas sofisticadas e questões jurídicas complexas. Essa complexidade pode dificultar a compreensão das decisões por parte do público em geral e gerar dúvidas sobre a sua fundamentação.

       • Dificuldade em provar a existência de cartel: Provar a existência de um cartel é uma tarefa complexa, que exige a coleta de evidências robustas e a análise de um grande volume de dados. A dificuldade em obter provas pode levar à demora na conclusão dos processos e gerar a impressão de que o CADE não é eficaz na identificação e punição de cartel. 

    É importante ressaltar que essas são apenas algumas das possíveis causas da desconfiança em relação ao CADE. A percepção sobre a atuação da autarquia pode variar de acordo com diferentes setores e interesses.

Para fortalecer a confiança no CADE, algumas medidas podem ser adotadas:

    • Agilizar os processos: É fundamental que o CADE adote medidas para agilizar a análise e o julgamento dos processos, garantindo maior celeridade e eficiência. 

• Aumentar a transparência: O CADE deve buscar aumentar a transparência de seus processos, divulgando informações sobre as investigações em andamento e as razões que fundamentam suas decisões. 

    • Fortalecer a independência: É fundamental garantir a independência do CADE, protegendo-o de pressões políticas e garantindo que suas decisões sejam tomadas com base em critérios técnicos e jurídicos. 

         • Aumentar os recursos: O governo deve investir em recursos humanos e financeiros para fortalecer a capacidade do CADE de investigar e julgar os casos de forma mais eficiente. 

     • Simplificar os processos: O CADE deve buscar simplificar os processos de análise e julgamento, sem comprometer a qualidade das decisões. 

      • Melhorar a comunicação: O CADE deve investir em ações de comunicação para explicar ao público em geral o funcionamento da autarquia e a importância da defesa da concorrência. 

Ao adotar essas medidas, o CADE pode aumentar a confiança da sociedade em sua atuação e contribuir para um ambiente de negócios mais justo e competitivo no Brasil.

Geraldo de Azevedo

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